Integrado na unidade curricular Tecnologias de Informação e Comunicação em Ambientes Educativos, no âmbito do Mestrado em Gestão de Informação e Bibliotecas Escolares, surge este espaço... um caminho num mundo de aprendizagens, feito de partilhas, de olhares, de viagens : Caminhando.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Literacia visual - a educação para a imagem
Vivendo numa civilização da imagem, a
linguagem visual predomina na denominada Sociedade do Conhecimento. Veiculada
pelos mais diversos meios e suportes, a imagem é uma das mais usuais e intensas
formas de comunicação dos nossos dias.
Submersos
em imagens, torna-se premente uma literacia que compreenda esse mundo
imagético, essa linguagem que circula à nossa volta e nos invade diariamente.
Importa, sobretudo, deixar o lugar de consumidores "passivos", pois
ela não é nem simples nem inocente, e aceder à forma como a imagem comunica e
transmite mensagens.
Formar para a literacia visual é educar para o
exercício de uma cidadania plena, consciente e interveniente. Saber olhar, eis
uma competência essencial no complexo mundo da alfabetização visual.
Compreende-se, assim, que a educação para
a imagem, com a imagem, integre o currículo escolar, fomentando as competências
inerentes à leitura e descodificação da mensagem icónica, construindo
conhecimento e viabilizando o olhar crítico, reflexivo, emocional e social
enquanto produtores e consumidores da iconosfera em que estamos inseridos.
sábado, 21 de dezembro de 2013
As TIC e a Biblioteca Escolar
Após mais de uma década
de implementação do programa RBE, em fase de avaliação, e do PT, podemos
afirmar que grande parte das bibliotecas escolares configuram espaços atrativos,
incorporando no seu acervo uma miríade de documentos e recursos em vários
suportes,onde coexiste uma pluralidade
de fontes de informação e ferramentas que lhes permitiriam dar resposta às
exigências da sociedade atual, como espaço de conhecimento ou, como se afirma
no documento “Lançar a rede de Bibliotecas Escolares”, como” um núcleo de
organização pedagógica da escola”. Para Loertscher, a biblioteca hodierna, com
o acesso à Web 2.0, perspetiva-se como uma “rede central” com “ tentáculos” que
acedem a qualquer lado da escola e da comunidade educativa.
A biblioteca escolar,
assim entendida como centro de aprendizagem, disponibilizando serviços e
práticas em prol do sucesso educativo, implica uma mudança de paradigma e
pressupõe o envolvimento de todos os atores/agentes educativos: diretor, PB, professores,
alunos…
A web 2.0 não vem
anunciar o fim das bibliotecas escolares, mas afirmá-los como espaços
fundamentais nas sociedades democráticas, permitindo a todos o acesso ao saber
e contribuindo para a formação de cidadãos autónomos, críticos e responsáveis,
com competências para a aprendizagem ao longo da vida e preparados para enfrentar o relativismo dos saberes ,
numa sociedade em que, como nos diz Todd “o ambiente da informação do século
XXI é “complexo e fluido, conectivo e interactivo, diversificado, ambíguo e
imprevisível…”.
Para além da optimização
dos serviços, a web 2.0 constitui um elo de aproximação aos
utentes/utilizadores/jovens que, nativos digitais, interagem e modelam
identidades através dos media digitais e das redes sociais. A BE não pode ficar
indiferente e impermeável às mudanças e exigências de uma sociedade em rede, e aos
novos espaços e contextos de aprendizagem, às vivências e competências dos
jovens de hoje. Aqui importa referir o seu papel fundamental na promoção da
literacia nos alunos, ser nativo digital não se traduz necessariamente em
competência digital( e tem sido amplamente retratada a dificuldade dos mesmos
no âmbito da seleção e tratamento da informação…). Por sua vez, neste ambiente
o utilizador hoje não é somente recetor mas produtor, cocriador de conteúdos,
interagindo com a BE/PB e os outros utilizadores.
No entanto a realidade parece
apresentar panoramas diversificados, alguns muito distantes ainda desta
Biblioteca. Vários estudos vêm comprovar o desfasamento geracional sentido por
uma grande parte dos professores bibliotecários, não implicando tal facto que
não estejam preparados para lidar com a evolução tecnológica. Quanto ao impacto
das TIC, nomeadamente da Web 2.0, tudo aponta para um enquadramento digital
bastante significativo das BEs, estando presentes em alguns canais de
comunicação importantes como os blogues e as plataformas moodle, sendo que a
presença em redes sociais como o facebook fica ainda um pouco aquém do esperado.
A problemática da pesquisa de informação na internet e a segurança são preocupações
das escolas. Os PBs e as escolas revelam estar conscientes da mudança no seu
tipo de utilizadores e uma preocupação em manter-se atualizados e “ligados” com
os mesmos na rede.
Neste contexto, o papel
do PB tem, efetivamente de mudar, de se
adaptar, de se ampliar. A sua função
englobará, para além das competências em biblioteconomia, tecnologias e gestão da
informação e competências pedagógicas, conhecimentos diversificados no âmbito
da psicologia, economia, sociologia e ética, como referem Natividade Santos et
al, em A Integração da web 2.0 nas Bibliotecas Escolares, assumindo-se como
agente cultural e social.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Novos contextos educativos
Ao pensar em e-learning e blended learning evoca-se de imediato a flexibilidade
espácio-temporal e a autonomia, permitindo o acesso à formação,
independentemente do momento temporal ou espaço físico a um grande número de
pessoas que, no ensino tradicional, presencial a ela não teriam possibilidades
de aceder. Não há constrangimentos de horários, tempo, espaço, e os alunos
seguem o seu ritmo e disponibilidade. Vantagens significativas que, no entanto,
só farão sentido se os novos cenários e contextos educativos congregarem em si
verdadeiras comunidades de aprendizagem, propiciadoras de aprendizagens significativas
e relevantes, isto é, configurarem um ensino de qualidade.
As TIC,
alavancas e suportes de uma sociedade em movimento - do conhecimento ou da
informação-, mas sempre global e globalizadora, exigente e ávida, constituem
agentes de mudança no ensino. E se, de per si não são suficientes para
garantirem inovação e aprendizagem, o seu contributo pode tornar-se
inestimável, de acordo com o uso e exploração que delas se fizer, colocando à
disposição dos utilizadores um conjunto variado de ferramentas e recursos cada
vez mais interativos que possibilitam um leque de infinitas possibilidades no
mundo do ensino-aprendizagem, ao serviço de uma pedagogia ativa e constante interacção,
nomeadamente entre professor-alunos e entre alunos, fomentando a aprendizagem
colaborativa. Estamos a assistir a uma viragem rumo a novo paradigma
educacional, baseado nas tecnologias digitais e em novos modelos de ensino: interatividade,
autonomia, construção do conhecimento, adaptabilidade, flexibilidade e inovação
pedagógica num ensino centrado no estudante, eis alguns dos conceitos que
configuram vantagens e nas quais assentam as suas forças e mais-valias.
Estas forças, presentes no ensino online,
poderão, face à realidade da Sociedade actual, caracterizada pelo imediatismo e
voragem informacional,e às exigências com que são confrontadas as escolas
,nomeadamente o ES, ser a" pedra de toque" e promover a mudança de
paradigma educacional .
Os modelos
de ensino online procuram a sua alicerção nas teorias construtivistas e
interacionistas de aprendizagem, buscando a promoção da construção de
conhecimentos sem "os constrangimentos de espaço e tempo e recorrendo a
uma conjunto de estratégias que permitam criar uma verdadeira rede de
conhecimento e de interações", tirando partido e adequando modelos de
acordo com o manancial de recursos tecnológicos ao dispor do professor.
Para além dos modelos pedagógicos que melhor
permitam explorar as potencialidades e virtualidades de cada recurso, de cada
ferramenta, no sentido de uma utilização autónoma e criativa das mesmas, o
papel do professor como mediador/moderador é fundamental. A sua formação é
essencial e a mudança e inovação constante neste âmbito das ferramentas
tecnológicas exige uma atualização permanente. Assim, ao contrário do que numa
atitude ligeira se poderia pensar, os novos modelos de ensino-aprendizagem
exigem que o professor ultrapasse o papel tradicional como detentor e transmissor
do conhecimento mas não o excluem. Pelo contrário, a sua “presença” é
determinante no processo/para o sucesso, no seu novo papel de mediador, facilitador,
moderador.
Centrando o processo no estudante, o professor
deverá promover a partilha, a recolha, a seleção de materiais e recursos, numa
interação permanente entre aluno- aluno e aluno-professor, evitando cair na
tentação da transposição pura e simples do papel tradicional presencial,
assente num currículo préestabelecido, rígido e pré- determinado.
Vários modelos têm vindo a ser desenvolvidos e implementados,
nomeadamente o de Garrisson & Anderson(2003), que assenta em três dimensões: a presença
cognitiva, a presença social e a presença de ensino. A presença cognitiva
constitui a condição para o desenvolvimento do pensamento reflexivo e crítico e
aprendizagem complexa. A segunda presença refere-se à projeção social e
emocional dos membros da comunidade virtual possibilitada pelas
ferramentas/meios de comunicação e interação utilizados. A terceira presença visa
a "realização dos resultados de aprendizagem significativos e que valham a
pena", conforme José António M. Moreira e Angélica M.Monteiro, em O
trabalho pedagógico em cenários presenciais e virtuais no ensino superior.
Outros modelos de aprendizagem relacionados com o
desenvolvimento de comunidades de prática e de aprendizagem são, por exemplo :
modelo de Brown, modelo de interação em ambientes virtuais de Faerber, modelo
de e-moderador e modelo de colaboração em ambientes virtuais de Henri e Basque.
O blended learning aliando as componentes presencial e virtual parece enformar o "melhor dos dois mundos", contribuindo para a essência da educação de hoje: o desenvolvimento do espírito crítico e reflexivo, o envolvimento do sujeito no seu processo de construção do conhecimento,a aquisição/ desenvolvimento de capacidades que permitam aprender ao longo da vida.
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